Dia do Batom: a história do queridinho da maquiagem

Apesar de amá-los muito, talvez você não conheça as histórias de seus cosméticos favoritos. Dessa forma, é possível que você não saiba o quão emblemáticos e importantes foram — e continuam sendo — os batons ao longo de nossa evolução.

A história dos batons

Ainda não existe um consenso acerca da origem dos batons. Enquanto alguns acreditam que eles surgiram no Antigo Egito, outros defendem que a prática de pintar os lábios foi iniciada pelos Sumérios, cerca de três mil anos antes de Cristo. 

Seja como for, uma coisa é certa: os batons existem há muito, muito tempo. Inicialmente, eles eram feitos com uma mistura de ingredientes naturais como raízes, gordura e cera. Um dos mais emblemáticos e históricos registros do uso de batom é no busto de Nefertiti — rainha egípcia que morreu em 1330 a.C —, hoje exposto em Berlim, na Alemanha.

No entanto, o uso de batons nem sempre foi algo positivo. Na Grécia Antiga, a pintura labial era reservada apenas para identificar prostitutas, que poderiam ser punidas caso não a usassem. Na Idade Média, a prática de colorir os lábios era realizada em alguns lugares da Europa com o intuito de identificar classes sociais, mas também era vista com ressalvas por religiosos. Em 1770, ainda, o Parlamento Britânico aprovou uma lei que condenava, por bruxaria, mulheres que usavam batom vermelho.

Foi na segunda metade do século 1800 que os primeiros batons começaram a ser comercializados, apesar de seu uso ainda não ser totalmente normalizado — o que só veio a acontecer por volta de 1900, impulsionado principalmente pelo movimento sufragista feminino. 

Apenas em meados de 1915, o batom como conhecemos hoje foi apresentado ao mundo. O americano Maurice Levy, então, apresentou o primeiro cosmético em tubo, mas sua composição era extremamente rudimentar e ainda contava com ingredientes tóxicos. 

A partir de então, o batom nunca mais parou de ser usado. O produto foi alvo de diversas campanhas ao longo do último século, inclusive durante a Segunda Guerra Mundial. Ele era sinônimo de elegância e beleza, comumente utilizado por estrelas de cinema. 

A partir do final da década de 1930, levantou-se a preocupação com ingredientes tóxicos pelo congresso americano. Desde então, as fórmulas vêm evoluindo para combinações cada vez mais bonitas, saudáveis e duráveis, e os batons nunca caíram em desuso. São verdadeiros queridinhos das mulheres!

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